domingo, dezembro 11, 2005

Jacobino: pois muito que bem

no penúltimo capítulo:
- Ela beijou ieu, pela primeira vez, e com sentimento!
Essa parece inté a sua história... ou não?



Havia naquela aldeia um vilão, sem escrúpulos nem compaixão
Com algum sentimento nobre? humano? Quem sabe?
Um dia conheceu uma jovem muito especial, que lhe dizia ''você é lindo" somente com o olhar.
E sentiu uma espécie de emoção nunca sentida antes só de acompanhar o seu caminhar.

"Uma pessoa tão doce, meiga, que me tem tão carinhosa!
Puxa, ela me faz viajar nas estrelas. Algo incompreensível.
É como se eu caminhasse ao lado de um riacho que se quebra em uma linda cachoeira e então me lembro de seus cabelos.
Algo sereno e terno me liga a ti. Não fosse a tua beleza, o somente você bastaria, somente tua presença."

E o tempo foi passando . . .
Essa paixonite, que foi se transformando num singelo amor, teve a sua história. Triste ou feliz?
Ambas . . . pois é necessária uma para se ter outra na história do vilão, que na realidade se encaixam muitos seres . . .
E os dias foram se passando . . .
Uma aproximação maior foi inevitável.

"Meu coração se ilumina ao te ver passar. Teu olhar me contagia como o sereno das manhãs que ama suas flores: como o vento que gira o mundo e que te trouxe a mim.
Assim me sinto . . . como uma luz pulsando, querendo explodir em milhões de fagulhas, para te encantar e iluminar teu caminho, aquecer teu espaço.
Assim me sentia no auge de meu singelo amor.

Mas, perto de ti, algo inesperado aconteceu.
Minhas atitudes não correspondiam ao meu querer.
Fui mal intencionado ao querer te afagar, grosseiro!
Te magoei, mas tudo que eu queria era dizer ''Eu te amo''.
Você escapou de mim. Não quis me ver jamais e eu a odiei por um instante.
Mesmo assim a guardei dentro de mim. E o tempo foi passando . . .

Te esqueci . . . abrigando dentro de mim uma fagulha de algo encantador que escorreu de minhas mãos.
Sem saber, te procurava em todas as situações, sentindo uma nostalgia imensa.
E isso me forçava a experimentar mais a vida, fazendo-me conhecer a magia da existência e, por fim, um tipo diferente de sentimento que transpunha todas as escuridões da alma, e que se expandia pelo mundo como uma explosão de fagulhas.
Ei! Eu já senti isso antes!

E o tempo foi passando . . .
Algo aconteceu, na verdade, desde o início da história entre você e eu.
Por quê choramos? Por quê nos aborrecemos? Por quê nos ferimos? Por quê você me foi tão especial?
Como está o nosso amor hoje?"

Esta historieta de amor percorreu muitas vidas, e nela se encaixaram muitos seres.
E você, onde se encontra? Onde está o seu amor?

Ele se encontra à sua espera . . .



IMAGEM: Altair Lima interpreta o capitão do mato Jacobino - novela: Xica da Silva.
fonte:
http://www.sbt.com.br/xicadasilva/images/galeria/044g.jpg

Um comentário:

Anônimo disse...

Sim, muito que bem, Albatroz!

Eis que o amor chega, eis que já está! Nos circunda, nos explora, nos preenche, nos sobra. Em diversas formas, tamanhos e sabores, tudo prova sua existência e sua força. Reside tanto na agressividade quanto na ternura, tanto na ferida, como no bálsamo que cura, tanto no que é visto, como no oculto.

Sim, o amor que nos sobra, que nos transcende, que nos alimenta.

Somos todo amor.

Obrigada por esta linda reflexão. Um beijo,

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